
Vou tentar dissertar um pouco e permitir-me fazer algumas
considerações sobre o jogo de ontem em que o Benfica venceu a briosa equipa do
Moreirense por 3-2.
Nem tudo foi bom, apesar da vitória, nem tudo foi mau
apesar de o Benfica estar a perder até cerca dos 74 minutos de jogo.
O Benfica deixou no banco Ola John – tinha entrado a titular
contra o Arouca - e fez entrar de inicio Victor Andrade. Apresentou o Glorioso
um desenho tático, num 4-4-2, Jonas e Mitroglou na frente de ataque, com Pizzi
e Samaris ao centro do terreno, ficando as alas abertas, num vai e vem de
apoio aos avançados e meio campo, ao cuidado do dito Victor Andrade – lado direito
– e Nico Gaitán – lado esquerdo.
Notou-se perfeitamente uma grande diferença em relação à
época transacta. Enquanto que com Jorge Jesus o rito de jogo era mais
avassalador, imprevisível nas transições, o que fazia levantar os adeptos das
cadeiras, com Rui Vitória, a posse de bola é mais acentuado, faz-se rolar mais
a bola entre as faixas laterais, procurando o talento dos alas, em a colocar
jogavel nos avançados, tornando-se um futebol de maior contenção, pensado e, de
certa forma, menos empolgante para os adeptos. Não quer dizer menos eficaz, mas
sim, outra forma de jogar que só o tempo dirá se melhor ou pior na consequência
final.
Ontem fomos para o intervalo a perder por 0-1. Golo
fortuito, em contra ataque, no 2.remate à nossa baliza. O 1.º foi um remate em
desespero de solidão pois o seu autor estava completamente sozinho no ataque da
sua equipa.
Nesses entretantos teve o Benfica através de Gaitán, Victor Andrade
e Jonas, oportunidades soberanas de marcar que, acontecendo, mudariam por
completo o filme do jogo.
Foi assim uma 1.ª parte do jogo em que o Benfica dominou no
tempo de posse de bola mas não sendo eficaz na concretização, originou que,
fosse para o intervalo a perder, com um golo de belo efeito marcado por Rafael
Martins, um jogador que, gosta de fazer umas gracinhas contra o Benfica
Vindos do intervalo, continuou o Benfica dominador mas a
falhar na concretização quase de forma infantil. Pode-se explicar essa situação
se conseguirmos materializar e juntar os efeitos: Ansiedade, para além de se
fazer sentir um calor infernal, que como facilmente se compreende prejudicava
mais quem mais corria, e quem mais corria eram os jogadores do Benfica.
Ficaram no balneário Victor Andrade e Pizzi, sendo substituídos
Por Gonçalo Guedes e Talisca. Por muito que se notasse grande força de vontade
destes jogadores, a verdade é que o fio e ritmo de jogo do Benfica, pouco ou
nada se modificou.
Perante o figurino, Rui Vitória, retira do Jogo Eliseu,
trocando-o por Raul Jiménez. Eram decorridos 74 minutos de jogo.
Em tão boa
hora o fez que, Gaitán que ficou, com a saída de Eliseu, a fazer todo o corredor esquerdo, faz um
centro milimétrico e, Rual Jiménez num cabeceamento perfeito e exemplar faz o
golo do empate, que fez levantar os benfiquistas das suas cadeiras já húmidas
de tanto suor em função de algum desalento – e efeitos do calor - que já se
fazia sentir em gotas de água.
Galvanizados, os jogadores do Benfica, intensificaram ainda
mais a pressão sobre o último reduto do Moreirense, dando origem a um outro
golo – que grande golo – de Samaris que, com um remate potente fez o golo, originando
a “cambalhota” no resultado, 2-1 para o Benfica.
O que não esperavam os jogadores e técnico do Benfica, nem
os espectadores e adeptos do Glorioso era que um pouco mais tarde, o árbitro
assistente, não tivesse assinalado um fora de jogo do tamanho da Ponte Vasco da
Gama que tem cerca de 18 metros de comprido ( 17.200m mais propriamente ). A
imagem é bem ilustrativa do “roubo” que foi feito ao maior e melhor clube do
mundo, Sport Lisboa e Benfica.
O golo falso como judas que deu o empate ao Moreirense foi
marcado aos 84m. Faltava muito pouco tempo para terminar a partida. O calor que
se fazia sentir, tornou-se repentinamente em gelo. Um gelo agro-quente, que
criou nos jogadores do Benfica um frio de revolta interior e exterior pela
injustiça que acabavam de ser acometidos.
A tensão nervosa quer queiramos quer não fez.se sentir no
Estádio e na cabeça dos jogadores.
Num misto de revolta e querer partiram os jogadores do
Benfica para cima do Moreirense, salvo seja, e o gelo quebrou-se
estilhaçando-se um milhões de partículas com o golo de Jonas. Um golo não
festejado pelo autor que, num acto simples e humilde, pediu desculpa aos
adeptos benfiquistas por ter falhado de forma inexplicável um golo quase
feitos, momentos antes.
A tensão até aí sentida tornou-se alegria incontrolável,
bela, maravilhosa, e os cânticos de estímulo e apoio, subiram de TOM, pois a
verdade seja dita, nunca se extinguiram mesmo quando o Benfica estava a perder,
mas que, tudo fazia para ganhar.
Sei que o texto já vai longo mas, tomem isso como um
desabafo de um benfiquista que acredita na equipa, que sofre com os momentos
menos felizes, mas que jamais assobiará os jogadores do Glorioso, como
infelizmente durante a 1ª parte se ouviu aqui e ali, mas que são
insignificâncias de anormalidade no normal que é apoiar, apoiar, apoiar sempre, o nosso querido e amado Benfica.
VIVA O SPORT LISBOA E BENFICA
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